Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Rio Claro

Contas altas


Entenda porque as contas altas acontecem, verifique se você está no grupo de risco e aprenda como evitar problemas na conta de água.


Junho de 2012.

Diariamente utilizamos a água fornecida pelo DAAE: quando acordamos e vamos ao banheiro, mais tarde quando lavamos as louças e as roupas, depois quando lavamos a área e o quintal, a utilização da água por nós é algo tão comum e tão corriqueiro que chega a passar despercebida do nosso dia-a-dia.


Isso até a chegada da conta de água, que é o momento onde sabemos o quanto efetivamente gastamos e o quanto temos que pagar pelo que usamos.

A relação de consumo de água é simples: você usa, o aparelho medidor (hidrômetro) registra o quanto você utilizou, em porções de 1.000 litros (1.000 litros é o equivalente a 1 m³ de água, volume registrado em sua conta), o DAAE efetua a leitura, registra o consumo, calcula o valor, emite e entrega a conta para você pagar.


Ocorre que, para algumas poucas pessoas, a conta acaba virando um susto, em especial pelo seu valor que aumenta subitamente. Este tipo de problema ocorre por vários motivos, que variam de vazamentos internos no imóvel até desperdício de água –torneiras abertas, crianças brincando com água, evaporação e manutenção de piscinas, etc.

Antes de qualquer coisa é importante saber que o número registrado pelo DAAE de casos onde ocorrem os volumes consumidos é muito superior à média correspondem a aproximadamente 0,08% das contas emitidas todo mês, ou seja, um número muito baixo que não indica problema de abastecimento.


É muito provável que você, que está lendo este texto, não tenhapassado e nunca passará por problemas com sua conta de água– seguindo as orientações e dicas deste texto, muito provavelmente não passe por problemas com sua conta de água.

Quando falamos de um susto na conta, geralmente isso envolve um grande volume de água e as pessoas desconhecem os motivos que levam a isso acontecer ou, pior, atendem a muitos “mitos” sobre o consumo de água. O objetivo deste texto é ajudar e desmistificar alguns conceitos básicos a respeito do consumo:
 

“Pouco tempo de desperdício é suficiente para ter um problema sério na conta.”

Muito verdadeiro. Dependendo da dimensão do problema, o prejuízo pode chegar a 1.400 litros por hora, o equivalente a 34 mil litros diários e um aumento na conta de 1.020 m³  mensais!!!
 

“Estive fora (viajando ou outro motivo) e então não tem porque vir esse consumo absurdo!”

Falso. Geralmente as pessoas acabam por não fechar o registro quando viajam ou quando estão fora no final de semana: qualquer problema ocorrido acaba não sendo sanado e registrado pelo medidor, aparecendo na conta do próximo mês.


“Minha casa está desocupada/fechada: se não tem ninguém, não tem como consumir!”

Falso. O único jeito que existe do imóvel não consumir é quando a água está cortada (fornecimento suprimido a pedido do cliente). Caso contrário, o imóvel está sujeito à toda sorte de problemas e, como o abastecimento está ligado, se houver consumo haverá o registro
correspondente desse consumo e a conta no próximo mês.


“Era um vazamento muito pequeno pra dar essa conta.”

Falso. Muitos vazamentos podem enganar e, se não sanados à tempo, podem gerar uma conta bem salgada no próximo mês. Não deixe pra chamar o encanador depois, resolva seu problema rapidamente.
 

“Com esse volume de água, teria uma enxurrada ou então a casa estaria caindo!”

Falso. Pequenos desperdícios quando longos, podem gerar um grande volume de água na conta. O volume depende não só da dimensão, mas também do tempo que o problema ocorreu.
 

“A conta ficou muito mais cara!”

Quanto maior o consumo de água, mais cara é a conta. Isso ocorre por força de lei e é por esse motivo que cuidar da água potável é importante, pois você é penalizado pelo desperdício no seu bolso!

Essas frases são geralmente usadas nos casos de contas altas de usuários que praticam más atitudes quanto ao uso racional do recurso, no chamado “grupo de risco” das contas altas.

 

O que é esse tal de “grupo de risco” das contas altas?

O DAAE, ao longo dos últimos dois anos, buscou identificar quais são os grupos de usuários que mais sofrem com as contas de água no município e está trabalhando na conscientização das pessoas para que este problema não ocorra em nossa cidade. Este “grupo de risco” das contas altas são usuários que compartilham algumas características comuns e, pela falta de atenção ou conhecimento aplicado na hora certa, acabam aborrecidos com contas de água altíssimas que, na maioria dos casos, são de sua própria culpa: direta ou indiretamente.

Como a responsabilidade de prestação dos serviços do DAAE se encerra no cavalete do imóvel e na leitura e emissão mensal de contas, a responsabilidade pelo volume consumido e pelas instalações hidráulicas do imóvel é inteiramente do consumidor – assim como a comprovação de onde a água foi consumida (LF 11.445/07), portanto, todo cuidado é pouco na hora de evitar este prejuízo e por este motivo a mudança de hábitos é essencial.

O mais importante para não estar no grupo de risco é agir preventivamente. Esta é a melhor maneira de evitar problemas com sua conta e, nas eventualidades, agir antes da conta ficar fora de controle e de condições de pagamento.


Cuidado! Saiba quais são os usuários que fazem parte do “grupo de risco” das contas altas e correm sério risco de ter problemas, e evite problemas com sua conta de água!

Lembre-se que não apenas a dimensão do problema, mas a agilidade em resolver são fatores essenciais para não ter problemas!!!

IDENTIFICAÇAO DO GRUPO DE RISCO

São usuários do “grupo de risco” das contas altas aqueles que:

A. Não conhecem as instalações hidráulicas prediais de sua casa/imóvel: é muito comum os técnicos do DAAE depararem-se com pessoas que não sabem onde está o encanamento da sua casa (torneiras, caixas d’água, tufos, etc.), o que dificulta muito o processo de reconhecer, encontrar e sanar um vazamento.

B. Tem encanamento velho, enterrado e de baixa qualidade: Aproximadamente 90% dos problemas de conta alta são por conta de vazamentos. O problema se agrava quando o encanamento é enterrado, pois ao contrário do que a crença popular diz, nem sempre onde existe vazamento ocorrem buracos ou o piso fica manchado.

Trocar o encanamento da casa pode parecer caro, mas se você pensar que num vazamento sua conta pode facilmente custar entre quinhentos e sete mil reais, o investimento em tubulações novas pode compensar muito e ser mais barato que o prejuízo não-planejado.

C. Não conferir a leitura e o funcionamento do hidrômetro: conferir a numeração e ofuncionamento do hidrômetro é uma ferramenta fundamental para encontrar vazamentos, verificar o consumo diário da família e se antecipar aos problemas na conta – se o consumo periódico aumentou, pode-se sanar o problema antes que ele se agrave. Como o hidrômetro é um aparelho hidráulico de alta confiabilidade, utilizá-lo é de vital importância para conhecer sua conta, seu perfil de consumo e identificar rapidamente ocorrências no imóvel.

D. A pessoa que paga a conta é a que menos fica em casa: é muito comum, nas famílias, que o pai/mãe trabalha e fica fora o dia todo, apenas retornando à noite. Ocorre que, quando uma conta alta aparece, dificilmente esta água foi utilizada na frente da pessoa que paga a conta, gerando uma falsa sensação de “não usei a água” – sensação essa que é desmentida pelo medidor, que só marca a água que passa por ele. O que ocorre, nestes casos, é que a água foi utilizada quando os responsáveis não estavam em casa, e a pessoa que desperdiçou a água fica constrangida de contar a verdade e arcar com o prejuízo ou com a bronca da família. Geralmente quando isso ocorre, uma bronca é o suficiente para que a conta volte em ordem na casa, pois o consumo elevado é originado de um lapso de comportamento das pessoas, e não de um vazamento ou fuga hidráulica.

E. O imóvel é um comércio/indústria: é muito comum que os empresários não entendam suas contas de água. Isso é freqüente porque, num comércio, o dono do negócio ou administrador é o que menos utiliza e acompanha sua conta de água e o consumo do imóvel – na verdade, ele só paga a conta. É importante que um dos funcionários verifique periodicamente o hidrômetro e cheque os sanitários, pois pode
ocorrer dos clientes utilizarem aparelhos hidrossanitários. Como no item anterior, se há desperdício, a pessoa que desperdiçou a água dificilmente se manifestará, pois temerá represálias, como de ter que pagar a conta ou até mesmo ser demitida. Isso pode ser resolvido com a conscientização das pessoas para que entendam o valor real da água – não apenas o financeiro, mas o valor da água como recurso natural essencialà vida humana.

F. O hidrômetro fica para dentro do portão da casa/imóvel: quando o hidrômetro não tem acesso para a leitura pelo lado de fora do imóvel, pode ocorrer uma situação chamada “acúmulo de consumo”, que ocorre nas situações onde o consumo real é maior que a média cobrada no mês que a leitura não ocorreu. Apenas no mês que a leitura é efetuada, a conta sobe por conta do consumo acumulado de mais de um mês.

Como o acesso é obrigatório, o DAAE não corrige estas contas, ou seja, o prejuízo é todo do consumidor. Como alternativa, o DAAE recomenda a imediata colocação do hidrômetro para fora do imóvel, através do novo Padrão de Ligação de Água do DAAE,
que resolve em 100% este e outros tipos de problemas com manutenção. Pode parecer caro a princípio, porém o preço é bem menor que uma conta com acúmulo de consumo para pagar no próximo mês.

G. O usuário não lê a conta de água: É muito comum que o usuário não saiba qual sua faixa de consumo, e como ela se comporta nos períodos de sazonalidade. Usuários deste tipo apenas olham o valor para pagar (alguns nem abrem a conta direito) e não observam informações importantes como: quantidades de economias, categorias de consumo (comercial, residencial, industrial), volume consumido, entre outras informações importantes disponibilizadas na conta de água. Como os valores e informações prestados nas contas são de fácil visualização, os erros devem ser informados dentro de 30 dias a partir do vencimento da conta para serem corrigidos – caso contrário, a conta não poderá ser corrigida.

H. O hidrômetro é antigo: o hidrômetro antigo, com mais de cinco anos, ao contrário do que comumente se diz, age contra o usuário, fazendo com que o usuário tenha uma falsa impressão de média de consumo, quase sempre menor que a real. Com isso o usuário gasta cada vez mais água, e pensa que está gastando cada vez menos água.

Quando o hidrômetro é trocado (e a medição volta aos índices definidos pelo INMETRO), a conta sobe abruptamente e, se o usuário não se preocupa em economizar, continuará alta por meses e meses, indefinidamente. O hidrômetro antigo também prejudica usuários que tem pequenos vazamentos – com o tempo o medidor perde a sensibilidade e não mede os pequenos vazamentos e, portanto, não é possível
identificá-los. O perigo é que, ao longo do tempo, estes pequenos vazamentos acabam danificando a casa/imóvel do usuário, inclusive no curto prazo.

I. A casa/imóvel está desocupada ou as pessoas ficam fora a maior parte do dia: É uma das situações de maior risco de ser surpreendido com uma conta muito alta. Isso ocorre porque não tem ninguém na casa e, portanto, não existe o controle do consumo (ninguém sabe o que está acontecendo). Em muitos casos ocorre de haver um vazamento e ninguém ver – até ser tarde demais e as contas virem altas. Em
outros casos, quando alguém vai fazer a limpeza no imóvel acaba por deixar algum aparelho hidrossanitário aberto, aumentando a conta. Também pode acontecer de um vândalo invadir a casa/imóvel e consumir muita água.

J. O usuário não conhece seu perfil de consumo: Conhecer seu real perfil de consumo é essencial para que o usuário não entre no “grupo de risco”. Só que para definir seu real perfil de consumo, é preciso ter um hidrômetro com menos de cinco anos instalado no imóvel. Controlar o consumo de água não é uma tarefa difícil, apenas com algumas informações básicas é possível saber exatamente como evitar e não ser surpreendido com contas elevadas.

K. O usuário frauda o consumo: Neste caso, o usuário utiliza-se de material ou procedimento para adulterar o volume de água consumido (furo ou arame no hidrômetro, inverter hidrômetro, etc.). O DAAE possui diversas técnicas para identificar estas situações e, caso encontre, apurará o volume de água que foi fraudado para cobrança e também emitirá uma multa, que varia entre meio e dois salários mínimos.

Observando a todos estes princípios que definem os usuários que estão “grupo de risco” das contas altas, faça uma avaliação consigo mesmo e identifique quais destas situações você pratica. Entenda que, quanto menos risco você correr, mais tranqüila será sua vida de utilização da água. O fornecimento de água é uma engenharia técnica e exata, não existe mágica no serviço que é prestado à população de Rio Claro.

Muitos usuários que pertencem ao grupo de risco insistem em dizer que não consumiram a água que o hidrômetro marcou e que existe um defeito no hidrômetro ou outro tipo de problema, que não seu próprio comportamento. Os apontamentos e análises técnicas de todo o país mostram que, na medição, a situação onde o medidor marca a mais que o cliente necessita não existe, trata-se de uma “lenda urbana”.

Portanto, o que importa para não ter contas altas é a sua atitude enquanto o usuário, que pode ser melhor. Para ajudar, aqui vão algumas dicas para facilitar sua vida e te poupar chateação com as contas altas:


1. Leitura: faça a leitura de seu hidrômetro. É fácil, basta olhar os números pretos (e não os vermelhos) todos os dias e fazer a comparação. Dessa forma você saberá o seu perfil de consumo, todo dia, inclusive identificando os períodos de maior e menor consumo. Repare que você entra e sai todo dia da sua casa, portanto acaba passando de frente com o hidrômetro também diariamente: crie o hábito de olhar para ele e anotar (mesmo que mentalmente) a leitura. Ao passar dos dias e com um pouco de prática, você identificará como está o consumo em sua casa/imóvel.

2. Verificação de vazamentos: Se o seu hidrômetro estiver aparentemente girando sozinho, isso significa que existe um vazamento ou fuga no imóvel. Lembre-se que hidrômetros com defeito tendem a não registrar consumo, ficam parados. O DAAE  aconselha que a observação do hidrômetro para ver se ele está girando ou não seja feita durante a madrugada, mais ou menos umas duas horas depois de que ninguém usou nenhum aparelho hidrossanitário.

3. Vazamentos Não Encontrados: Procure encanadores profissionais, que entendem do assunto e têm experiência no negócio. Fuja dos “entendidos”, mesmo que sejam amigos de longa data, e deixe a pesquisa de vazamentos para quem entende do negócio. A menos que você seja um encanador profissional, deixe a verificação de vazamentos para os profissionais do ramo. Encanadores profissionais usam
hidrômetros para identificar os vazamentos e sabem que este é um equipamento essencial para saber se a água está ou não passando pelo cano, unindo este conceito  básico a algumas técnicas de pesquisa fica possível identificar onde é o problema. A  maioria dos vazamentos se localiza em locais de difícil acesso e, geralmente, inacessíveis – por isso quanto mais experiência no ramo, melhor.

4. Saiba que utilizar o valor da conta pode enganar: como a cobrança de água segue uma tarifa progressiva de consumo, quanto mais se consome maior é o volume cobrado por metro cúbico de água tratada fornecida. Por esse motivo, se sua conta dobrar de valor não significa que você consumiu o dobro de água, mas sim que você aumentou o consumo apenas o suficiente para uma nova faixa de preços. Por este
motivo é importante sempre verificar o volume consumido, inclusive quando vier reclamar junto ao DAAE.

5. Conta alta não monitorada aparece duas vezes: É importante você estar atento com as datas de leitura de seu imóvel. Em algumas regiões da cidade, quando você recebeu uma conta de água, a outra leitura já está sendo feita e a próxima conta já será faturada. Se você não acompanhar sua leitura e monitorar seu consumo, esperando a conta alta chegar para só aí verificar se existe problema, você corre o sério risco de não ter apenas uma conta alta, mas duas, em seqüência. O DAAE procura avisar dos aumentos de consumo durante seu processo de leitura, o mais rápido possível, para que este tipo de problema não ocorra. Fique atento!

6. Utilize a tabela de vazão e consumo: Quanto maior a perda de água, maior o prejuízo! Embora não pareça, pequenos vazamentos e esquecimentos referentes aos aparelhos hidrossanitários acabam custando muito caro no final do mês. Acompanhe na tabela
as vazões e os volumes perdidos:

Observando a tabela, por exemplo: caso você vá viajar 5 dias e uma das crianças esqueça de fechar a torneira do banheiro apropriadamente (abertura de 2 milímetros), você será surpreendido com uma conta maior em 22,5 m³.


Como outro exemplo: se você tiver um vazamento grande na sua casa (9 milímetros), e levar quatro dias para consertá-lo, sua conta ficará 100 m³ mais cara.


Lembre-se que pequenos vazamentos são grandes desperdiçadores da água e do seu bolso, e quanto mais rápido identificados, maior a economia e a preservação do meio-ambiente.

7. Tabela comparativa de consumo médio: Quando você monitorar o seu consumo mensal, fique de olho na tabela abaixo. Se o consumo monitorado for inferior ao mínimo ou superior ao máximo, você está na zona de perigo e pode vir a enfrentar problemas com suas contas, no futuro. No caso, verifique seus hábitos de consumo e procure melhorá-los (caso o consumo seja muito alto) ou solicite uma inspeção e
substituição de hidrômetro (caso o consumo seja muito baixo).

 

8. Quanto mais pessoas, maior a chance de problemas e mais caros são os vazamentos e desperdícios: Repare que a tabela de cobrança da água é progressiva, ou seja, quanto maior o volume consumido, mais caro custará o metro cúbico na conta de água. Por isso, a responsabilidade pelo monitoramento da água é maior para as casas/imóveis onde residem muitas pessoas (repúblicas, instituições, casas com famílias grandes, etc.), pois cada m³ desperdiçado é mais caro, no final das contas. As casas e imóveis com muitas pessoas também sofrem mais com o desperdício, pois com muita gente fica mais difícil identificar quem foi que deixou a torneira aberta ou o
chuveiro pingando. Portanto, se você se identifica com alguma situação destas, fique atento!


9. Monitore o consumo de seus Imóveis Desocupados: Monitore constantemente ou peça para a imobiliária monitorar o consumo dos imóveis desocupados. A desocupação facilita a verificação de vazamentos não visíveis, porém se você abandonar o imóvel à própria sorte, pode ter problemas no futuro – pois apesar de desocupado, o imóvel ainda pode consumir água! Outro problema típico em imóveis desocupados é a falta de acesso para leitura: informe ao DAAE a leitura nas datas certas, evitando problemas futuros.


10. Não deixe hidrômetro antigo no seu imóvel: As pessoas geralmente deixam hidrômetros antigos nas suas casas e não querem trocá-los, achando que estão lucrando com uma conta menor devido à perda de sensibilidade do medidor. Porém, o hidrômetro antigo esconde todos os vazamentos pequenos da observação do usuário. Como se sabe, todo vazamento começa pequeno e se torna grande: quando o
hidrômetro é antigo, o vazamento é sempre um susto, pois não há como prevê-lo. Trabalhe preventivamente e evite transtornos na estrutura da sua casa/imóvel!


11. Você só conhecerá seu perfil de consumo com um hidrômetro novo: Se seu hidrômetro for antigo, é muito provável que seu perfil de consumo apurado não seja o real. Quando seu hidrômetro for trocado, você terá um susto na sua conta e será surpreendido pelo erro de medição do seu hidrômetro antigo. Como já dito antes, hidrômetro antigo é um péssimo negócio para o seu imóvel, portanto solicite um
hidrômetro novo para seu imóvel.


12. Fique atento quando instalarem um hidrômetro novo: Com a instalação de um hidrômetro novo, o consumo provavelmente sofrerá uma elevação em virtude da sua apuração de consumo mais eficiente. Verifique a tabela de consumo Mínimo e Máximo e esteja alerta com discrepâncias no consumo – que servem como indícios de vazamento e de maus hábito de consumo.


13. Não compare seu consumo com seus vizinhos: um erro muito comum que os usuários cometem é comparar seu consumo com o dos vizinhos (ou pior, comparar o valor das contas). Cada casa, cada família e cada pessoa tem hábitos diferentes de consumo, assim como as casas possuem hidráulicas diferenciadas e, em especial, sempre podem existir vazamentos não visíveis nos imóveis – ou seja, os consumos variam muito de situação para situação. Ao invés de comparar o consumo com os vizinhos, você deverá
 

14. Coloque seu hidrômetro para fora do imóvel: Utilize o novo padrão de ligações do DAAE: é mais seguro, pois ninguém precisará entrar mais na sua casa e facilita muito na hora da leitura e manutenção do seu cavalete, evitando assim prejuízos futuros com manutenção e contas altas pela impossibilidade de leitura.
 

15. Dê atenção aos avisos e alertas do DAAE: Quando o DAAE verifica um consumo alto na leitura, imediatamente envia um vistoriador para o local e encaminha um informativo de consumo elevado. Quando recebê-lo, existem duas opções básicas de problemas que podem ter ocorrido no imóvel: existe um vazamento ou houve um problema de hábito de consumo (alguém deixou algum aparelho hidrossanitário em
funcionamento por muito tempo, alguém abusou do banho, de lavar roupa e louça ou de outra utilização de água, ou outro tipo de situação onde a água foi usada). Se você checou as questões de vazamento e não encontrou nada, o problema é totalmente seu hábito de consumo. Converse com as pessoas que consomem água no imóvel e conscientize-as da importância da economia de água: tanto para o meio-ambiente quanto para as finanças da casa/imóvel.

Se você não possui hábitos que o colocam no “grupo de risco” das contas de água e segue a maioria das dicas descritas acima, é muito provável que você e sua família não tenham complicações com o DAAE durante toda sua vida na cidade. Como já citado, o mais importante na utilização da água é que o usuário tenha consciência do que está acontecendo no processo e possa antever os problemas e dificuldades antes mesmo destes ocorrerem.

Lembre-se que o hidrômetro não marca a mais, nem inventa consumo – portanto se o hidrômetro marcou, você terá que pagar a conta. Também evite executar fraudes, pois é o “barato que sai caro” (por conta da multa), sem contar que não evita o pagamento da água (o DAAE identifica o furto de água e calcula o valor que foi sonegado) – ou seja, você não leva nenhuma vantagem com o “gato”.

Finalmente, o objetivo mais importante deste texto é orientar as pessoas quanto ao seu dever de economizar água e, consequentemente pagar um menor valor de água durante o ano. Muitas pessoas pagam caro pela água por culpa única e exclusiva de suas próprias atitudes, e esperamos com este texto facilitar a vida de todos para que, no futuro, nossos filhos e netos tenham a oportunidade de usar água como nós usamos hoje.

DAAE – Rio Claro
Daniel Alsleben Jobstraibizer
Diretor Administrativo e Financeiro
(Responsável pelos Setores de Relacionamento com o Cliente da Autarquia)

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